O grande passo para o não profissionalismo

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Como se pode verificar pelos resultados da última jornada da LPB, esta liga não é competitiva!

É uma liga além de pouco competitiva, é uma liga pouco atractiva! Isto para diferenciar dois pontos de vista, isto é, a liga pode não ser competitiva, haver uma grande diferença entre algumas equipas, mas pode ser uma liga atractiva do ponto de vista de oferecer bons espectáculos, jogos equilibrados entre as equipas que estão próximas na tabela classificativa e por ai fora, como por exemplo, a liga do ano passado.

 

A liga do ano passado não era um liga competitiva, isso toda a pessoa atenta ao basquetebol facilmente chegava a essa conclusão mas, era uma liga muito mais atractiva do que a deste ano, o espectáculo oferecido era melhor, a qualidade dos seus praticantes e por consequência lógica do jogo era melhor e estando muito longe de um patamar bom como todos os agentes relacionados com o basquete sabem!

 

 

Mas, ao fim de 28jornadas da nova Liga, que tanta gente disse que era o melhor uma liga não profissional, será que o basquetebol português foi para um melhor caminho?

Em termos de número de equipas não parece, visto que as 9equipas tão criticadas no ano passado e que foi um trunfo para quem quis acabar com o profissionalismo, passou para…10 equipas!

Será que é as jornadas cruzadas? Bem, nem vale a pena entrar por aqui, façamos só o seguinte raciocínio em futebol, imaginemos uma jornada cruzada de futebol onde o FC Porto, equipa que se encontra entre as 8finalitas da Champions League defrontaria o Gondomar, equipa que ocupa o último posto da Liga de Honra com somente 3vitórias, será que este jogo teria interesse e atraia o público para encher o Dragão?

E que tal termos em conta o espectáculo e quem o oferece às poucas pessoas que ainda vão ao basquetebol? É que este fim-de-semana o MVP da jornada viu-se arredado do jogo sem motivo de maior (para não dizer nenhum!) quando era o único jogador que prendia o público no pavilhão, num jogo sem interesse, onde uma equipa só foi capaz de marcar 14pts na segunda parte, num jogo que dava sono!

E acabando como se começou… Como se pode verificar pelos resultados da última jornada da LPB…

 

Porto

94

68

Física

CAB

95

65

Barreirense

Ovarense

69

48

Ginásio

Benfica

89

60

Académica

Vagos

83

72

Guimarães

…esta liga não é competitiva!

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5 comentários em “O grande passo para o não profissionalismo”

  1. Joao Says:

    A questão não é desta nem da outra liga, mas sim da credibilidade dos projectos, e são muito poucos os que a têm.Escolham-se as melhores candidaturas entre todos os clubes da liga/Proliga, trabalhe-se o marketing para melhor vender o produto, melhorem-se as arbitragens, coloquem-se pessoas competentes a gerir as competições, limitem os estrangeiros melhorando a qualidade e verão que o basquete volta aos velhos tempos.Continue-se como estão e a modalidade entrará em agonia!

  2. maisbasquetebol Says:

    Concordamos com as ideias deste comentário, nós e qualquer pessoa que queira ver o basquetebol de boa saúde.
    Mas a questão que colocamos e que agora renovamos através deste comentário é a seguinte:
    Quando se escreve, “Escolham-se as melhores candidaturas entre todos os clubes da liga/Proliga”, mas isso foi o que aconteceu da época passada para esta época, o que parece é que as escolhas não foram as correctas e o terminar do profissionalismo dificulta em algumas medidas, como por exemplo:
    • O vender o produto (como em todos os negócios as coisas não profissionais é mais difícil de vender);
    • Arbitragens (se a modalidade deu um enorme passo atrás, como vamos exigir que os árbitros dêem um passo à frente?);
    • Pessoas competentes (essas pessoas dedicam-se a grandes projectos de corpo e alma, ou seja, profissionalmente).
    Quanto ao reduzir o número de estrangeiros, não defendendo a opinião de que devemos ter uma liga de estrangeiros, mas também não é limitar o número de estrangeiros e ficar à espera que apareça jogadores nacionais por geração espontânea. Antes de reduzir os estrangeiros (fazendo com que o nível baixe) que tal criar condições para surgirem bons jogadores nacionais e depois sim limitar os estrangeiros sem assim baixar o nível competitivo? É que sem uma liga atractiva não vamos atrair ninguém para a modalidade e esta “entrará em agonia!”

    Os melhore cumprimentos e agradecendo a participação activa.

    MaisBasquetebol

  3. QUER_LUZ Says:

    Para que a vossa teoria pudesse ser operacionalizada era preciso que existisse dinheiro nos clubes, e que os patrocinadores patrocinassem, o que com a crise actual está longe de acontecer, assim resta-vos pensar numa Liga Profissional na Play Station ou entrarem vocês com o “GRAVETO”.

  4. Broken Cross Says:

    O grande passo para o não profissionalismo foi dado há 2 anos quando o Benfica e o Queluz saíram da LCB. Uns porque investiram desalmadamente e não ganharam nada os outros porque estavam falidos e sabiam que só sobreviviam à sombra do Saldanha.

    Quando se fala em projectos e profissionalismo vem-me logo à ideia a capacidade imaginativa da malta de Queluz que vai mudando de nome ao sabor da conveniência e da oportunidade mas as caras são sempre as mesmas.

    Perdoem-me se vos desiludo mas acham que o basket profissional é viável em Portugal? Por mais bem delineados que sejam os projectos, acham que há investidores interessados? E que dizer do público? Qual é a média de espectadores dos jogos da LPB?

    Já se escreveu aqui sobre arbitragem mas eu não resisto a atirar uma acha para a fogueira: numa altura de crise em que à excepção do Benfica todos os outros reduziram orçamentos e se paga menos aos jogadores e treinadores, não acham que a crise devia ser dividida por todos? Não acham que os custos com as arbitragens são exorbitantes? Ou então vamos todos assumir o profissionalismo e os árbitros passam a profissionais!

    Quanto à capacidade organizativa e promocional da FPB, dou-vos um exemplo: em 2007 a nossa selecção disputou o Europeu e teve um excelente desempenho desportivo enquanto que a selecção de Rugby disputou o Mundial e foi valentemente sovada por todos os adversários. No final quem é multiplicou por 5 o número de praticantes? O Rugby! E porquê? Porque montaram uma excelente campanha de marketing e merchandising e tiraram partido da exposição mediática!

    Se calhar o que o basket precisava era de uma varridela nas estruturas federativas. O Mário Saldanha tem (e teve) mérito mas o modelo já está esgotado.

  5. Gdl Says:

    Bem o basket em portugal ja teve melhores dias, temos que ver que esta é apenas uma fase de transição, teem que este ja houve alguns encontros interessantes embora todos se tenham dado com o FCPorto que este ano esta uma vergonha autêntica, uma equipa daquelas que ve num jogo contra o Seixal (proliga) um dos jogos mais dificeis da sua epoca, a perda contra o Fisica por 2 pontos e outros jogos … o FCporto que este ano ja foi surpreendido varias vezes por equipas de valor abaixo do seu, teoricamente falando, portanto n se pode dizer que no primeiro ano se vao obter resultados, ha que esperar para que as sementes brotem as flores …

    é só preciso ter paciência para que as coisas melhorem


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