Archive for the ‘Entrevistas’ category

Em Breve – Análise da Entrevista de Mário Saldanha

Quinta-feira,31 Dezembro, 2009

“ Nos Centros de Treinos os resultados não estão de acordo com o investimento feito”

“…os Sub20 tiveram o pior resultado de sempre…”

“A Federação vai organizar um grande torneio internacional em Portugal”

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Entrevista a Tânia Gaião, treinadora das Sub14Femininos do GRIB

Sábado,13 Junho, 2009

Realiza-se este fim-de-semana no Algarve, no Pavilhão Municipal de Vila Nova de Cacela em Vila Real de Santo António, a fase final do torneio de sub14 femininos.

São seis as equipas apuradas para esta final, que são: GRI Brandoense, NCR Valongo, SC Quebradense, Eléctrico FC, CDE “Os Vitorinos” e o CAB Madeira.

 Neste âmbito, o MaisBasquetebol tomou a iniciativa de entrevistar a treinadora da equipa nortenha do Brandoense, Tânia Gaião, que conduziu as suas jovens atletas a esta fase decisiva da competição. Assim damos a palavra à treinadora responsável pela primeira vez do GRI Brandoense numa fase final neste escalão.

GRIB sub14

 Como se encontra a equipa antes da Fase Final e qual é o objectivo para esta fase?

 A equipa encontra-se bastante motivada, unida e cheia de vontade de dar o seu melhor, mas está também um pouco ansiosa como é natural. O nosso objectivo é sem dúvida, darmos o nosso melhor neste três dias de competição e fazer de tudo para dignificar o clube e o distrito ao qual pertencemos.

 O que destacas mais na tua equipa, como grande qualidade colectiva? E individualmente, vês alguém com potencial para integrar no próximo ano um CNT?

Sem dúvida, o facto de sermos um grupo humilde, trabalhador e empenhado, que adora a modalidade e tem evoluído progressivamente. Destaco também a união e dedicação de todos aqueles que integram directa e indirectamente o grupo de trabalho, que vai desde atletas, treinadores, dirigentes e os pais (sempre presentes).

Individualmente, temos duas atletas (Tamara Santos e Catarina Marques) convocadas para um estágio da Selecção Nacional Sub15/16, tendo em vista a formação do CNT Colégio Calvão do próximo ano.

 Tendo em conta o poder do basquetebol feminino no distrito de Aveiro que este ano tem sido avassalador (vitórias em Portimão, Calvão campeão nacional de Juniores e Ovarense campeã nacional de Cadetes) o GRIB pode acusar a pressão para a vitória ou simplesmente o objectivo é formar jogadoras e dar o máximo de experiências enriquecedoras as jovens?

Sim, acima de tudo, formar jogadoras e dar o máximo de experiências enriquecedoras às atletas; pois o principal objectivo da época era sem dúvida, a continuação do trabalho iniciado há dois anos, ou seja, manter um grupo coeso, motivado, no qual imperasse o espírito de equipa e toda a gente se sentisse integrado! Desta forma a evolução seria satisfatória e os resultados desportivos seriam uma consequência disso mesmo. Penso que a gestão de esforço e a gestão emocional serão sem dúvida, as maiores dificuldades que iremos encontrar nesse fim-de-semana.

 Como consideras o modelo competitivo para o escalão de sub14? A forma de disputar o campeonato nacional e as fases finais distritais no final da época.

Na minha opinião, o Campeonato Nacional está melhor estruturado este ano, pois as equipas têm oportunidade de fazer mais jogos e torna-se mais competitivo. Mas visto que começa mais cedo (logo em Janeiro), faz com que, na maior parte dos distritos, se apure o campeão distrital logo em Dezembro, o que eu considero prematuro, pois quase não há tempo para preparar bem as equipas (sem saltar etapas). Em Aveiro, a final distrital só será agora em Junho e será uma final a 6. Concordo que seja uma boa opção, apenas penso que se devia ter mais cuidado com a escolha das datas (o que eu sei que também é complicado). Por exemplo, a nossa equipa em duas semanas irá realizar 10 jogos (Final Nacional e Final Distrital). Apesar da “festa” e alegria que é para as atletas, será também bastante desgastante.

 Como vês a formação em geral e o sector feminino em particular?

Penso que a formação tem melhorado progressivamente, apesar de se continuar a ver muitos dos intervenientes em jogo (treinadores, dirigentes, etc.) mais preocupados em obter resultados rapidamente, ou mais preocupados com factores externos às equipas, do que propriamente com a evolução saudável e pedagogicamente correcta das suas atletas, para que elas tenham um futuro recheado de boas experiências. À parte disso, penso que o feminino tem evoluído bastante nos últimos anos e Aveiro em particular.

 Qual é a tua opinião em relação haver uma maior comunicação entre todos os agentes da modalidade, árbitros-treinadores/jogadores-dirigentes?

Concordo. Não só dentro do campo, mas também fora deste. Pois existem muitos treinadores/jogadores/dirigentes com grandes lacunas quanto ao conhecimento das regras, assim como árbitros que conhecem pouco o jogo, as suas tácticas ou técnicas. Penso que quanto mais informados estivermos melhor, mas também todos têm que saber estar e saber respeitar as funções de cada um.

 Que conselho dás a quem agora pensa iniciar a sua actividade como treinador?Acima de tudo tem que ter muito gosto por essa função, pois é uma função muito exigente, mas muito gratificante também. Aquele que quer ensinar, deve estar sempre aprender e a actualizar-se, para poder ensinar mais e melhor.

 Questões Rápidas:GRIB sub14 1

Um sonho:

Ser Campeã Nacional

Uma referência a seguir como treinadora:

Prof. Augusto Araújo (CNT Paulo Pinto) … pois foi aquele treinador que me deu as primeiras referências para a função de treinadora.

Um momento positivo marcante na carreira:

Este ano está a ser muito positivo, em especial, o apuramento para a fase final nacional.

O MaisBasquetebol agradece a disponibilidade da Treinadora Tânia Gaião para responder as questões e endereça as melhoras das sortes para a Fase Final que vai disputar.

Entrevista ao Árbitro Paulo Fidalgo

Terça-feira,9 Junho, 2009

Paulo Fidalgo é árbitro nacional de 2ª categoria e apesar da sua juventude é um árbitro já com larga experiência, visto ter-se dedicado a esta área da nossa modalidade desde cedo, contabilizando a primeira inscrição pela Associação de Basquetebol de Aveiro na época 1994/95.paulo fidalgo

Depois de já termos realizado entrevistas a vários jogadores e treinadores, chegou agora a vez de conhecer outros agentes da modalidade, sem os quais não era possível existir basquetebol. Eles também são importantes na formação e evolução do panorama nacional do basquetebol, uma vez que somos de opinião que um árbitro também faz parte integrante da evolução de um jogador de formação. Um árbitro pode (e deve) ajudar na aprendizagem do jovem, contribuindo para o desempenho da sua função em campo, com informação que faça o jovem evoluir e aprender mais sobre o jogo.

Assim, passamos a uma pequena entrevista a Paulo Fidalgo, ao qual desde já agradecemos a “coragem” de falar sobre a sua função, que só é lembrada quando é mal desempenhada.

Como surgiu a entrada na arbitragem, principalmente em jovem quando o normal é seguir a opção de jogar?

Apesar de estar integrado como jogador no clube da terra, apercebi-me desde cedo que teria mais futuro na arbitragem do que como jogador. Comecei por arbitrar os jogos para os quais não haviam nomeado árbitros e mais tarde surgiu-me o convite para tirar o curso.

Quais foram até agora os melhores e os piores momentos da carreira?

Bem, começando pela parte positiva. Melhores momentos, já tive alguns, tais como o facto de ter sido nomeado para arbitrar uma final nacional de juniores ou ter sido nomeado para arbitrar jogos oficias com equipas da liga profissional, entre outros.

Piores momentos, apesar de ser difícil alguns leitores não compreenderem, não tenho nenhum momento mais complicado que possa destacar. Passo a explicar, apesar das “bocas” que ouvimos das bancadas, dos bancos, dos jogadores, são reacções normais do ser humano, cada um procura o melhor para si e para a sua equipa. Normalmente digo que os meus melhores jogos são aqueles em que o pavilhão está quase lotado e eu chego ao fim do jogo e não me lembro de ouvir qualquer “boca” da bancada, pois limito-me a ficar concentrado no jogo a a arbitrar o melhor para o jogo.

Como vê a evolução da arbitragem? Principalmente na atracção para novas pessoas se dedicarem a esta área do jogo.

A arbitragem nacional, felizmente, está dotada de grandes árbitros. Estamos a evoluir no melhor sentido, contudo espero que não regrida por falta de condições financeiras.

Não é facil arranjar atracções para aproximar as pessoas a este meio. Neste aspecto, alguns clubes têm tido um papel particularmente importante na angariação de novos juízes, que tal como eu, antes de tirar o curso, fazem os jogos onde não comparecem árbitros. Na minha opinião, sou de acordo que os clubes devem tentar motivar as pessoas a seguir por este caminho, porque são estes que convivem diáriamente com esses potenciais juízes. Claro que a associação terá também um papel importante na formação e acompanhamento dessas pessoas.

E como vês o actual estado da arbitragem na Associação de Basquetebol de Aveiro?

Já teve dias piores. A arbitragem no distrito está a evoluir positivamente, e esperemos que a curto/médio prazo tenha mais árbitros no escalão máximo (1ª categoria). Porque a formação dos mais jovens também passa por aí. Tem que existir árbitros que actuem ao mais alto nível para poderem passar a experiência e o conhecimento aos mais novos, para que estes possam subir para os mesmos patamares.

Não pensas que os árbitros quando realizam jogos de formação deviam ter um papel mais activo na evolução do jovem jogador?

Eu tenho a certeza disso, o papel do árbitro é essencial na carreira dos jogadores mais novos. Claro que os juízes não são todos iguais, uns falam mais do que outros. É necessário reter que um árbitro não pode ir para o campo dar “palestras”, mas convém falar com os intervenientes (jogadores e treinadores), explicar com pequenas frases ou gestos o porquê de ter ou não arbitrado uma falta, uma violação. Esta é também uma forma de criar empatia com os intervenientes, e claro se existir uma relação de confiança e respeito entre todos os elementos no jogo é com normalidade que quem ficará a ganhar é o jogo de basquetebol.

E qual a tua opinião sobre senão devia haver uma maior comunicação entre os elementos da arbitragem e os treinadores/directores de equipas de maneira em conjunto criarem um melhor ambiente de evolução da modalidade?

Concordo que deve haver mais comunicação entre árbitros e treinadores/directores. Não só dentro do campo, mas também fora deste. Por exemplo, na minha opinião deveria haver no ínicio de cada época uma reunião em que estivessem envolvidos os treinadores e árbitros com o intuito de transmitir os critérios a utilizar na época.

Contudo, é verdade que os ábitros devem conhecer o jogo, conhecer as tácticas, conhecer determinadas técnicas que os jogadores utilizam. Mas existem também muitos treinadores com grandes lacunas quanto ao conhecimento das regras. Estes aspectos combinados dificultam uma maior aproximação entre juízes e treinadores. Mais importante ainda é haver respeito mútuo pelas funções que cada um desempenha, só assim poderemos evoluir no bom sentido.

Quais são os teus objectivos na arbitragem? Simplesmente um hobbie/part-time ou pretendes seguir mais em frente?

Nunca encarei a arbitragem como um hobbie, tento encará-la sempre com o máximo de profissionalismo. Em relação aos objectivos posso adiantar que tenho vários objectivos, um dos quais passa por subir à 1ª categoria, depois disso, pensar passo a passo.

Mas mais importante do que subir, é o facto de chegar ao fim de cada jogo e ter a certeza que dei tudo aquilo que tinha para dar. Embora tenha a consciência que existem dias menos bons, tal como os jogadores os têm.

Que mensagem gostarias de deixar aos mais jovens que se iniciam na arbitragem?

Não é fácil ser árbitro, como não é fácil ser jogador ou treinador. Acreditem que, se optarem pela arbitragem, passam a ver o jogo de outra forma porque também temos um nome e uma imagem a defender e tudo o que for de menos positivo acaba por passar, graças ao espírito de camaradagem que existe no seio da arbitragem.

 

Questões Rápidas

Um ídolo na arbitragem:

Carlos Araújo, nome desconhecido para muitos, pois já não actua à mais de uma década.

Um jogo/momento marcante:

Arbitrar a final do campeonato Nacional de Juniores.

Uma atitude que gostas de ver num jogador ou treinador perante uma decisão de um árbitro:

Independentemente da atitude, independentemente do árbitro ter errado ou não, deve existir sempre respeito de ambas as partes.

Um sonho na arbitragem:

Ser árbitro internacional.

Uma história curiosa que te tenha acontecido enquanto árbitro:

São várias. Como por exemplo, um rapaz foi ver um jogo onde eu estava a arbitrar, em Ovar, e não é que se vai sentar no banco de suplentes (vestido com roupa normal e boné) para ver o jogo! E nisto o oficial de mesa, olhou e viu que estava alguém para entrar no jogo e parou o cronómetro para dar substituição. Nisto, quando nos apercebemos do sucedido, foi uma gargalhada geral no pavilhão. Coitado é do rapaz que ouviu poucas e boas do oficial de mesa.

 

Agradecemos mais uma vez a disponibilidade do Paulo Fidalgo em responder a esta entrevista, esperando que as opiniões aqui emitidas sejam úteis para reflexões que permitam melhorar o nosso basquetebol.

Kobe Bryant na Rua Sésamo

Quarta-feira,15 Abril, 2009

Nesta entrevista aquando da visita de Kobe as conhecidas personagens da famosa Rua Sésamo, ficamos a conhecer um pouco do Kobe fora do campo…

 

Entrevista de Greg Stempin ao Jornal Record

Segunda-feira,13 Abril, 2009

stempin

A revalidação do título é o principal objetivo da Ovarense. Gregory Stempin subscreve essa intenção e diz que o confronto da próxima ronda é bastante importante. “O jogo com o Benfica será um bom teste. Já demonstrámos, este ano, que nas decisões finais conseguimos superar todas as dificuldades, como ficou provado nas três finais que ganhámos”, garante o norte-americano.

Recordando a pesada derrota da primeira volta na Luz, Stempin justifica que, nesse jogo, a Ovarense atuou desfalcada. “Desta vez já estaremos prevenidos. Reconheço que o Benfica tem uma superequipa, mas nós também temos as nossas armas. Para o Ben Reed a solução é marcação impiedosa de John Waller e, quanto ao Élvis Évora, o meu compatriota Roberts encarregar-se-á de anulá-lo. Depois, contamos com o apoio do nosso público, que é sempre um valor acrescentado às nossas exibições. Devo dizer que ninguém trabalha mais do que nós e a preparação de cada jogo envolve uma série de fatores. É por isso que acredito que esse trabalho renderá frutos”, assevera.

Sofrimento

Gregory Stempin esteve parado cerca de 3 meses. Primeiro, foi a fratura de um dedo e, depois de efetuar dois jogos, partiu uma das mãos. Contudo, o seu regresso ante o Barcelos não podia ter sido melhor: 28 pontos, 6 ressaltos, 3 assistências e 2 desarmes de lançamentos valeram-lhe o título de MVP. “Foi bom ter regressado porque o que mais adoro é jogar! Esta paragem forçada foi um calvário, mas felizmente que já me sinto totalmente recuperado”, afirma o jogador.

A cumprir a terceira época na Ovarense, Stempin foi a primeira aposta da SAD para a formação do plantel, face às limitações financeiras. Aos 28 anos, o atleta ainda não foi convidado a renovar, mas o seu desejo é continuar a representar as cores do clube de Ovar.

 

Entrevista do Jornal Record, publicada na edição do mesmo no dia 13 de Abril de 09

Entrevista a Patrícia Santos – Treinadora-Adjunta da Selecção Distrital de Aveiro Sub16 Femininos

Sexta-feira,3 Abril, 2009

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Patrícia Santos treinadora principal da equipa da Cadetes Femininos do Esgueira, actual campeã nacional do escalão, é este ano treinadora adjunta de João Costeira na selecção distrital de Aveiro de Sub16Femininos.

Patrícia tem um conhecimento profundo desta geração de jogadoras, não só pela sua experiência no clube, mas também por ter sido responsável à dois anos pela vitória em Portimão da Selecção de Aveiro de Iniciados Femininos. Agora acompanhando esta mesma equipa, o MaisBasquetebol realizou uma pequena entrevista a Patrícia Santos sobre a competição em Portimão:

 

 

Patrícia, depois de há dois anos teres sido campeã nacional de iniciadas em Portimão pela selecção de Aveiro, quais são as expectativas para esta mesma geração agora em cadetes?

As perspectivas são boas. Penso que temos um grupo forte que uma vez mais poderá estar ao nível dos melhores. Contudo há que ter em atenção as outras selecções, que da mesma forma que nós, trabalham para chegar às Festas no seu melhor. Este ano contamos também no comando da Selecção, com o Prof. João Costeira que com a sua longa experiência como treinador, traz à equipa mais soluções e mais qualidade técnica e táctica.

 

Da equipa campeã de há dois anos para a equipa que vai agora partir para Portimão, quais as jogadoras que viste o seu valor confirmar-se, as novas que surgiram e quais as que por qualquer razão não estarão este ano no Algarve.

O grupo de há dois anos está, na sua base, ainda representado por 6 atletas. Em dois anos, as jogadoras nesta fase de crescimento vão evoluindo e outras, por vários motivos, perdem algum protagonismo. Há atletas, curiosamente, que aos 15, 16 anos encaram o Basket já de outra forma, dedicam-se a outras actividades, e por isso ainda na sua formação, deixam de ser opção. Por outro lado, outras aparecem mais tarde tornando mais decisivas nas suas equipas e consequentemente abrindo espaço para uma entrada nos trabalhos de selecções. Como não podem vir todas, tentamos escolher as melhores.

 

Como profunda conhecedora desta geração de jogadoras, como descreves/classificas a evolução desta geração?

Como disse anteriormente, o que se tem visto é que desta geração de há dois anos, muitas atletas continuam a disputar os títulos distritais e competem ao nível nacional. É uma geração com talento, tecnicamente com muitas soluções, com jogadoras com muitos anos de basket e com experiência nos pontos altos das competições.

 

Falando de Portimão 2009 em si mesmo, quais as expectativas para a competição?

Portimão é uma experiência única e só quem passa por lá sente o que é. De facto é uma festa que no entanto, não tem a visibilidade e credibilidade que deveria ter para o país. A comunicação social está pouco informada deste momento alto do desporto juvenil e perde uma excelente oportunidade de não só divulgar a modalidade mas também incentivar à prática desportiva.

No que diz respeito à competição propriamente dita, possivelmente as selecções da Madeira, Lisboa e Porto serão as mais fortes que juntamente com Aveiro vão disputar o título nacional. No que a nós diz respeito, são palavras-chave para podermos vencer: determinação, atitude, espírito de sacrifício, vontade de vencer e humildade.

 

Tendo em conta que é uma grande montra para as jovens jogadoras, da tua selecção destacas alguém individualmente que possa revelar-se uma surpresa?

A nossa selecção conta com atletas que estão ou estiveram envolvidas nos trabalhos das Selecções Nacionais e que por isso não são de todo desconhecidas. Todas as outras, vão ter a oportunidade de se mostrar. Mais do que aparecer uma ou outra jogadora, importa-nos que a maioria consolide o trabalho que tem vindo a desenvolver nos clubes e nas Selecções para que o basket nacional possa contar com elas no futuro.

Entrevista ao seleccionador distrital Hugo Ranito

Terça-feira,31 Março, 2009

O MaisBasquetebol aproveitou também para fazer umas perguntas ao seleccionador distrital de Sub-14 Masculinos de Castelo Branco, Hugo Ranito, que estará mais uma vez em Portimão a orientar os iniciados do “interior”:

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Hugo Ranito, antes da partida para Portimão quais são as expectativas para esta competição?

As expectativas não são muitas devido ao pouco número de jogadores existentes no escalão de sub-14 que o distrito de Castelo Branco tem, o pensamento será sempre ultrapassar as dificuldades jogo a pós jogo.

 

De entre os atletas que compõem esta equipa de iniciados, destacas algum que se possa revelar uma surpresa nesta competição?

Sim tenho um jogador que se destaca pela sua altura e já demonstra uma maturidade acima da média, quem sabe a selecção Nacional.

 

 

O que pensas desta competição concentrada em Portimão?

Destes anos todos em que eu participo no inter-Selecções e pela terceira vez que vou a Portimão a opinião é do melhor que o basquetebol poderia dar ao jovens jogadores. A FPB poderia olhar mais para os jovens jogadores já que são eles o futuro do basquetebol em Portugal só assim o nosso basquetebol poderá evoluir, claro que não só com o inter-Selecções mas mudar mais algumas coisas, já que Portimão é um Sucesso.

 

No que se refere à competição de formação no distrito de Castelo Branco, como é o estado actual do nível praticado?

É uma pergunta difícil, a formação no nosso distrito esta com muitos défices quer em número de jogadores, treinadores com formação, árbitros e dirigentes, o apoio é pouco quer a nível Camarário quer a nível da FPB que podia olhar de outra forma para o interior do país e fazer com que o basquetebol fosse melhorado já que os nossos jovens merecem também praticar este desporto bonito como ele é.

 

Achas que o basquetebol no interior do país, como no teu distrito, se esta aproximar do nível do praticado no litoral do país ou continuam a ser duas realidades muito distintas?

Continua a ser duas realidades diferentes e cada vez mais se acentua estas duas realidades, como disse na pergunta acima a FPB deveria aproximar mais com outros tipos de ajudas, pensar que o basquetebol no interior é diferente ao do litoral vir ver a nossa realidade, sentir as nossas dificuldades e ai sim encontrar formas de evoluir o basquetebol para um dia as realidades não serem tão diferentes, só a sim o basquetebol em Portugal poderá chegar um dia ao nível do praticado em Espanha, acho que deveríamos aprender um pouco com os nossos vizinhos espanhóis e tirarmos os aspectos positivos deles.

Quem sabe se algum dia possamos ter uma Selecção Nacional entre as melhores.

 

Que conselho das a um jovem da tua região que queira tornar-se jogador(a)?

Muito simples, Nunca desistir do sonho de ser jogador e trabalhar o dobro que os jogadores do litoral, só a sim poderão vingar na modalidade.